quarta-feira, 22 de março de 2017

Quando Deus Sorri...

“Noé, porém, achou graças aos olhos do Senhor” Gênesis 6:8. 

Noé foi o único seguidor de Deus que restou da sua geração, foi o segundo “pai” da raça humana; homem de paciência, consistência e obediência – é incrível como os homens tendem a se esquecerem de Deus e rapidamente se desviarem dos propósitos de Deus.

Na época de Noé, todo mundo vivia para seu próprio prazer, e não para o de Deus – Noé porém agradava a Deus, provavelmente o fazia sorrir. E porque ele agradou a Deus é que nós estamos vivos – a história de Noé nos mostra alguns passos para agradecer a Deus. 

1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

A Bíblia diz que Noé seguia a Deus ininterruptamente e desfrutava de um íntimo relacionamento com ele – e o que Deus mais quer é ter um relacionamento conosco, ser amigo – por isso não está interessado em sacrifícios, mas no nosso amor. Servi-Lo e adorá-Lo em amor. Tanto que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Quando seguimos também o segundo mandamento que é amar ao próximo como a nós mesmos, também arrancamos bons sorrisos de Deus – demonstramos isso quando agimos com sinceridade e amor, respeito e ética humana, humildade, solidariedade e companheirismo. 

2. DEUS SORRI QUANDO CONFIAMOS NELE COMPLETAMENTE

Noé confiou em Deus, mesmo quando não fazia sentido. Pela fé fez o que Deus queria e ordenará... Imagine a cena. Tinham 3 problemas que poderiam Ter despertado dúvida em Noé – Primeiro: Noé jamais tinha visto chuva, porque Deus irrigava a terra com água que brotava do solo; Segundo: ele estava muito longe do mar; e Terceiro ele ainda tinha que reunir e tomar conta dos animais, mas mesmo assim Noé atendeu prontamente a Deus e demorou 120 anos para construir a arca. Quando confiamos em Deus nós assinamos uma folha em branco e deixamos que Deus escreva a história de nossas vidas e nos faça o melhor. “Eu bem sei que pensamentos penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” Jeremias 29:11 

3. DEUS SORRI QUANDO LHE OBEDECEMOS INCONDICIONALMENTE

Tudo tinha que ser conforme a ordem de Deus – Noé obedeceu completamente e exatamente aquilo que o Senhor havia lhe ordenado. Ele não fez restrições apenas obedeceu. Obediência atrasada é desobediência. A compreensão pode esperar, mas a obediência não. Uma vida obediente a Deus pode lhe ensinar mais sobre Deus que uma vida inteira de discussão bíblica... Davi pedia um coração puro (SL.51:10) um coração puro não é um coração vazio, mas um coração obediente... A fé nos traz a salvação; a obediência ativa, por sua vez, demonstra que a fé é genuína... 

4. DEUS SORRI QUANDO LOUVAMOS E DAMOS GRAÇAS

É bom receber elogios e agradecimentos sinceros – Deus também gosta – a Ele expressamos nossa gratidão, adoração e amor – as outras pessoas nós demonstramos educação, incentivo, amor e amizade. Notamos que após o dilúvio Noé ofereceu sacrifício – nosso sacrifício hoje é louvor e adoração, porque o sacrifício foi feito lá na cruz. Quando agradamos a Deus e trazemos gozo ao coração do Pai o nosso coração também se enche de prazer e alegria intensa.
 

5. DEUS SORRI QUANDO USAMOS NOSSAS HABILIDADES

Temos que fazer conforme tudo o que Deus nos deu – constituir famílias, trabalhar, estudar, etc... sermos seres humanos. Foi para isso que Deus nos fez. Deus não é e nem esta indiferente as outras áreas da nossa vida, Ele não se alegra somente quando oramos, jejuamos, lemos a palavra, mas em todos os momentos Deus encontra prazer na sua criação... a única coisa que não agrada a Deus é o pecado, mas todas as outras coisas podem ser para louvor Dele. Deus nos dotou de maneiras distintas para o seu deleite. Não existem habilidades “não espirituais”, mas sim habilidades mal empregadas. Comece a usar suas habilidades para o prazer de Deus.

Deus também tem prazer em ver você desfrutar da criação, deu olhos para você apreciar a beleza da criação, ouvido para apreciar sons, nariz e papilas gustativas para apreciar perfumes e sabores e nervos na pele para apreciarmos o toque – tudo isso para o seu prazer e para sua adoração... Não é a criação maior que seu criador, mas a criação adora seu criador.

Os pais não exigem filhos perfeitos ou mesmo maduros para amá-los – da mesma forma Deus te ama em todo seu desenvolvimento.

Quando vivemos a luz da eternidade a pergunta não é mais “quanto prazer eu tenho na vida, mas sim quanto prazer Deus tem em minha vida?” Deus está procurando Noés – pessoas dispostas a viver para o prazer do Senhor.

O maior objetivo de nossas vidas tem que se agradar a Deus – para se ter sentido – não há nada que Deus não faça pela pessoa totalmente concentrada neste objetivo. 

A Alegria do Senhor é a Nossa Força.

quinta-feira, 9 de março de 2017

A Grande Pescaria

“Certa vez, quando a multidão apertava Jesus para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto ao lago de Genezaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores haviam descido deles, e estavam lavando as redes. Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo e lançai as vossas redes para a pesca. Ao que disse Simão: Mestre, trabalhamos a noite toda, e nada apanhamos; mas, sobre tua palavra, lançarei as redes. Feito isto, apanharam uma grande quantidade de peixes, de modo que as redes se rompiam. Acenaram então aos companheiros que estavam no outro barco, para virem ajudá-los. Eles, pois, vieram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. Vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. Pois, à vista da pesca que haviam feito, o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. E, levando eles os barcos para a terra, deixaram tudo e o seguiram. (Lucas 5:1-11)

1 - SEJA FIEL ÀQUILO QUE LHE CONFIADO FAZER

“Os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes”. (v.2) Quantas vezes em suas vidas, aqueles pescadores já tinham realizado esta tarefa? Dezenas, centenas, milhares? Lavar as redes não era uma tarefa muito agradável. Depois de um dia intenso de trabalho, eles poderiam pensar: “Amanhã nós vamos utilizá-la novamente, para que lavá-la hoje? Estamos cansados, com vontade de descansar, deixa essa rede do jeito que está”.
E tem mais uma coisa, as redes não estavam sujas de restos de peixe, mas de outro tipo de sujeira, afinal, eles trabalharam a noite inteira e não apanharam absolutamente nada. Quando você tem sucesso naquilo que faz, ainda vale a pena fazer as tarefas rotineiras, agora, quando você não é bem sucedido, o fardo fica ainda maior. Varrer a loja, colocar os cadeados, apagar as luzes... Fazer estas e outras tarefas quando você não vendeu nada naquele dia é dose! Lavar a louça, passar pano no chão, limpar as janelas, passar o aspirador... quando ninguém reconhece o trabalho doméstico não é nada fácil! Dar a aula que você preparou com todo cuidado, pesquisa, atenção... quando na turma de 40 aparecem apenas 7 alunos, não é muito encorajador.
Aqueles homens tinham pescado a noite inteira, nada de peixe, e ainda tinham que lavar as redes. Contudo, eles foram fiéis a sua rotina de trabalho, e sabe o que foi que aconteceu? Aquelas redes limpas foram o instrumento de Deus para a realização do milagre. Foram elas que (v.6) se romperam devido a quantidade de peixes que eles apanharam.
Sabe o que este texto nos ensina? Seja fiel a sua rotina de trabalho, por mais enfadonha que ela seja, um dia você será recompensado. A Bíblia em vários momentos nos ensina e nos exorta a sermos fiéis àquilo que é nossa responsabilidade fazer. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ec. 9:10). Você pode não perceber isto, mas segundo as Escrituras, o nosso trabalho, por menor que seja, está ajudando o nosso Senhor a colocar ordem no caos que se tornou este universo. Nós somos mordomos do Senhor neste mundo caótico.
Era uma tarefa rotineira, chata, enfadonha... mas era preciso se feita! Eles lavaram as redes que serviram como instrumento para o milagre de Jesus.
Tem gente que pensa assim: “No dia em que eu tiver um emprego decente, eu vou trabalhar com vontade”. No Reino de Deus não existe esta de emprego decente. Todos os serviços são dignos!
Certo homem trabalhava abrindo valas de esgoto em São Paulo. Todo dia quando terminava o serviço ele ficava uns 5 minutos olhando para o buraco. Os companheiros corriam para se arrumar e ele ficava lá olhando para a vala que ele abriu. Até que um amigo percebeu e lhe perguntou o que era aquilo. E ele respondeu: “Todo dia quando termino, eu digo a Jesus: “Senhor, pode existir uma vala igual a minha, melhor impossível. Que buraco bem feito este que eu e o Senhor abrimos no dia de hoje”.
No reino de Deus não existem tarefas pequenas e sem valor. Se você é o arquiteto de um prédio gigante ou se você varre a rua onde está este prédio, diante de Deus vocês possuem o mesmo valor. Se você é um megaempresário, ou se você é o porteiro da empresa deste megaempresário, diante de Deus vocês possuem o mesmo valor. John Newton certa vez afirmou que “se dois anjos fossem enviados do céu para executar uma ordem divina, um para dirigir um império e outro para varrer uma rua do mesmo império, nenhum deles sentiria qualquer inclinação para trocar de serviço”.
Lembre-se que Jesus se vestiu como um escravo e fez o serviço de um deles ao lavar os pés dos discípulos. Quem espera ter um “emprego decente” para trabalhar de verdade, na verdade não sabe o que é trabalhar. Diz o texto que Jesus pregou em cima de um barquinho, no meio do mar! Ele não esperou ter um templo com púlpito de acrílico ou de mármore, ar condicionado... Se não podemos fazer tudo o que desejamos, façamos tudo o que podemos! O que foi que Jesus disse ao homem que recebera dois talentos? “Muito bem servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”.
            Existe um pensamento que diz o seguinte: “Enfrenta o sol e as sombras cairão atrás de ti”. Era uma tarefa rotineira, chata, enfadonha... mas era preciso se feita! Eles lavaram as redes que serviram como instrumento para o milagre de Jesus.
Grandes coisas acontecem quando estamos sendo fiéis a nossa rotina de trabalho. Não podemos menosprezar o dia a dia de nossas vidas. A Bíblia tem vários exemplos de privilégios especiais concedidos a pessoas que trabalhavam. Moisés estava cuidando de ovelha, quando Deus lhe apareceu na sarça ardente. Gideão malhava o trigo, quando um anjo lhe trouxe uma mensagem celestial. Eliseu arava o campo, quando Elias o chamou para tornar-se profeta em seu lugar. Os apóstolos lavavam as suas redes quando elas foram solicitadas para um grande milagre.
2 – Acima da lógica e da coerência humana, está a Palavra de Deus.

“Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado a noite toda, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”.  (v.5)

Eles tinham pescado a noite inteira e nada! Eles jogaram as redes para todos os lados, e nada! Eles eram pescadores profissionais e sabiam muito bem que, aquele dia, o mar não estava para peixe. Nem um filhotinho, nem um bagre para dar o trabalho de retirá-lo da rede... eles não apanharam nada!
Sabe uma coisa que deixa pescadores irritados? Perguntar o que eles pescaram no dia em que eles nada apanharam. É a mesma coisa que entrevistar jogador derrotado na final de campeonato, que entrevistar político derrotado no final da apuração, que conversar com petroleiro quando o vôo que o traria para casa foi adiado por causa do mau tempo, que conversar com a cozinheira que deixou o prato principal passar do ponto e estragou o jantar. Ficamos irritados quando não conseguimos realizar aquilo que nos dispomos a fazer. Ainda mais quando somos profissionais no assunto. E para piorar a situação, aparece alguém que não é do ramo, que não estudou o que nós estudamos e nos diz o que nós devemos fazer, e oferece conselhos naquilo que somos muito mais gabaritados do que ele. Aí não tem jeito, o sangue ferve mesmo!
Pedro havia pescado a noite inteira... e nada de peixe! Os braços estavam doendo, os olhos ardiam, o pescoço estava dolorido. Tudo o que ele queria era ir para casa descansar. Nesse momento, aparece Jesus e pergunta: “apanharam alguma coisa?” Depois da pergunta ele, diz: “Jogue a rede do lado direito do barco”.
É possível, conquanto não esteja relatado no texto, que Pedro tenha pensado ou quem sabe dito a um amigo: “Se ele deseja usar o barco como púlpito tudo bem, mas como barco de pesca? Esta é a minha área e eu sei que hoje o mar não está prá peixe. Por que ele não fica com a pregação dele e me deixa com a minha pescaria? Posso não saber muitas coisas, mas pescar eu sei!” Contudo, olha o que disse o nosso irmão Pedro: “Mestre, havendo trabalhado a noite toda, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”.
Que atitude fantástica! Pedro que é tão criticado por suas reações destemperadas e impensadas, aqui ele serve de exemplo. Ele diz: “Senhor, todas as nossas tentativas demonstram que será em vão, mas o Senhor mandou, vamos lá. Toda a nossa experiência no assunto nos mostra que não tem como, no entanto, o Senhor ordenou, então vamos obedecer. Nunca, em todos estes anos de pescaria, ao passar a noite toda pescando e nada apanhando, conseguimos apanhar alguma coisa ao amanhecer, mas “sob a tua palavra lançarei as redes”.
E o que aconteceu naquele instante, era uma cena que Pedro veria repetir-se muitas vezes nos próximos anos nos cemitérios com os mortos, nas encostas de montanhas com os famintos, nas tempestades com os amedrontados, à beira das estradas com os enfermos. Sempre que um arrogante dizia: “Não tem jeito”, Jesus dizia: “Do meu jeito”. Naquele dia, Pedro aprendeu o que Jesus disse ao Jovem Rico: “O que é impossível aos homens, é possível a Deus”.
Sabe o que Pedro aprendeu: Não discuta com a Palavra de Deus! Ela sempre teve e sempre terá a autoridade final em todo assunto que ela se dispôs a revelar. Quando os homens tentam fazer do seu jeito, não tem jeito, mas quando seguem a Palavra de Deus, aquilo que parece ser impossível acontece. Nunca duvide da Palavra de Deus! Mesmo que seja difícil, mesmo que seja improvável, mesmo que seja impossível! Se for Palavra de Deus, vai se realizar!

3 – A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário.

“Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”. (v.8)

Quando Jesus iniciou o seu ministério, Ele convocou 12 discípulos, dentre eles estava Pedro. Ao convidar Pedro para andar com Ele, Jesus foi muito claro numa ordem: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”. (Mc.1:17) Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Larga tudo e vem comigo”. Como assim? Pedro tinha uma indústria de pesca! Ele possuía sócios! E além dele, Jesus chamou os sócios, ou seja, a indústria deixaria de existir. Pedro não poderia se dar ao luxo de deixar as coisas por conta dos sócios.
Como assim? Pedro tem família, a sogra mora com ele! Explicar essas coisas prá sogra é complicado. “Como assim Jesus? Como assim largar tudo?”
Este texto de Lucas revela que Pedro fez que foi, mas na verdade não foi. Ele continuou pescando. Uma hora ele estava com Jesus, outra hora ele estava pescando. Até que num belo dia Jesus apareceu bem cedinho no mar onde eles trabalhavam e perguntou: “A pesca foi boa? Apanharam alguma coisa?”. E o Pedro responde: “Não apanhamos absolutamente nada! A noite toda e nada!”. Jesus então lhe diz: “Joga a rede do lado direito do barco”.
Aqui vai um detalhe que ainda não foi mencionado: Eles estavam perto da praia, não estavam mais em alto mar. Pedro então diz o que analisamos a pouco: “Sob tua palavra vamos jogar”. Quando ele puxa as redes, elas estão repletas de peixe! E o que foi que Pedro disse a Jesus? “O Senhor não quer ser o meu sócio?” Não foi isso que Pedro disse a Jesus. Pedro disse: “Afasta-te de mim Senhor, porque eu sou pecador”.
Por que foi que Pedro pronunciou estas palavras? Porque ele entendeu a mensagem de Jesus. Que mensagem era esta?
O mar da Galiléia era famoso pela sua abundância de peixes. Pessoas de diversos lugares vinham a este mar pescar por lazer. Como pode pescadores profissionais passarem a noite toda pescando e não apanharem nada? Onde está o milagre? Não ter peixe onde deveria ter, em alto mar; e ter peixe onde não deveria ter, na beira do mar.
Com este milagre Jesus estava deixando muito claro para Pedro o seguinte: “Você acha que eu não vou sustentar você? Quando eu te chamei para abandonar tudo, eu estava garantindo que lhe daria sustento. Mas você não confiou em mim, não é? Você continuou pescando. Pedro, deixe eu lhe dizer uma coisa: Você é um dos melhores pescadores que existe por aqui. O seu barco, as suas redes, os seus empregados, as suas técnicas, o seu GPS... você tem tudo do melhor, você investiu pesado na sua companhia de pesca. Mas Pedro, preste atenção: quem manda nos peixes sou eu! Se eu não te abençoar, você pode ter o melhor equipamento, os melhores profissionais, que ainda assim, você vai pescar a noite toda e não vai pegar nada! Se eu retirar os peixes, pode vender o barco, negociar as redes e dispensar os empregados. Tudo que você sabe, sem a minha bênção não serve de nada. Pedro, eu controlo os peixes! Você não está me seguindo com medo de não ter sustento? Quem você acha que sempre te sustentou até aqui?”
Foi isso que Pedro percebeu quando disse: “Afasta-te de mim que sou pecador”. Ou seja: “Eu não percebi diante de Quem eu estava”.
A maior fonte dos nossos sofrimentos é a descrença nas promessas divinas. A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário. Esta é uma lição que todos nós precisamos aprender e estar constantemente relembrando: Confiar que é Deus, e somente Ele, quem nos sustenta.
Quem sustenta a sua vida não é o bom emprego público que você possui, não são os seus negócios que melhoram a cada dia e a cada mês, não são os exercícios, a alimentação saudável, os cuidados com o corpo, não são os seus pais, os seus amigos, os seus conchavos, os seus contatos, os seus contratos... É Deus! Unicamente o Senhor! “Eu controlo os peixes! Eu sou soberano sobre todas as coisas! Eu sou o Senhor Deus Todo-Poderoso que faço todas as coisas do jeito que me agrada fazer! Se eu não te abençoar, você pode ter o melhor equipamento, os melhores profissionais, que ainda assim, você vai pescar a noite toda e não vai pegar nada! Se eu retirar os peixes, pode vender o barco, negociar as redes e dispensar os empregados. Tudo que você sabe, sem a minha bênção não serve de nada!”
            Portanto, lembre-se destes três princípios: Seja fiel àquilo que lhe foi confiado fazer. Acima da lógica e da coerência humana, está a Palavra de Deus. A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário.  

Pr. David Marcos 
http://www.batistareformada.com.br/mensagens_em_texto/84-a-grande-pescaria

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Justiça Social Como Parte da Adoração

O HOMEM E A SUA VOCAÇÃO PROFÉTICA
Amós era natural de Tecoa, um povoado que ficava ao sul de Jerusalém, a menos de 20 km da capital de Judá (Am 1.1). Sua atividade antes de exercer o ministério profético era a de boieiro (vaqueiro) e de cultivador de sicômoros (Am 7.14). Não se sabe ao certo se na condição de boieiro, Amós era proprietário de um pequeno rebanho ou um assalariado. A atividade de cultivador de sicômoros, fruto comestível, implicava em arranhar as frutas com a unha ou com um objeto de metal antes que amadurecessem, para que dessa forma ficassem doces.   
       
O PROFETA, O LUGAR E A ÉPOCA EM QUE EXERCEU O SEU MINISTÉRIO
O ministério profético de Amós foi exercido em Betel (hb. bet-’el, casa de Deus). A cidade de Betel chamava-se Luza, mas os israelitas, ao se apropriarem da região, passaram a chamá-la como o nome do santuário cananeu. A narrativa histórica sobre Abraão e Jacó faz menção de Betel (Gn 12.8; 13.3-4; 28.10-22). Após o cisma entre as tribos do norte e do sul, em aproximadamente 931 a.C., Betel foi transformado em santuário nacional pelo rei Jeroboão I, que aí instalou a imagem de um touro (I Rs 12.26-33). Amós profetizou quando Uzias era o rei de Judá, e Jeroboão II (filho de Joás, reinava em Israel, por volta de 760 a.C.       

OS DESTINATÁRIOS DA MENSAGEM PROFÉTICA DE AMÓS
As primeiras mensagens proféticas de Amós são direcionadas a Damasco (1.3), Gaza (1.6), a Tiro (1.9), a Edom (1.11), a Amom (1.13) e a Moabe (2.1). Como é de se esperar, quando as profecias são juízos de Deus contra os inimigos de Israel, o povo se une e aplaude o profeta. A sétima mensagem profética é também bem recebida, pois se destina a Judá (2.4), cuja rivalidade com o reino do Norte era ainda grande. 
Conheço “profetas” hábeis na arte de profetizar contra os “inimigos” de uma instituição ou da liderança, mas não se portam da mesma maneira quando as coisas na instituição para quem profetizam, ou na liderança da mesma não vão bem. Amós não era esse tipo de profeta, levado pela conveniência.      
A oitava mensagem de Amós se volta contra a própria nação de Israel, denunciando as mazelas da classe dominante, do sistema vigente, injusto e opressor. Amós não recuou diante da difícil e impopular tarefa de profetizar contra os seus ouvintes.  

A MENSAGEM PROFÉTICA DE AMÓS
Entre os pecados denunciados por Amós estavam:
- O luxo das classes dominantes:
Ai dos que repousam em Sião e dos que estão seguros no monte de Samaria; que têm nome entre as primeiras nações.
E aos quais vem a casa de Israel. [...] que dormis em camas de marfim, e vos estendeis sobre os vossos leitos, e comeis os cordeiros do rebanho e os bezerros do meio da manada; que cantais ao som do alaúde e inventais para vós instrumentos músicos como Davi; que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis pela quebra de José. Eis que, agora ireis em cativeiro entre os primeiros que forem cativos, e cessarão os festins dos regalados. (Am 6.1, 4-7)         
Os pecados do tempo de Amós não se repetem em nossos dias? Basta olhar para os líderes evangélicos que multiplicam seu patrimônio através do uso indevido dos dízimos e das ofertas das lavadeiras, pedreiros, ambulantes, viúvas pensionistas, e até dos mais bem remunerados e posicionados socialmente.         
Conheço líderes que possuem um rico patrimônio, pois já eram bem sucedidos em suas atividades profissionais. Outros enriqueceram “do dia para a noite”, se utilizando dos recursos da igreja, alegando “autoridade dada por Deus para isso”. Que vergonha, que vexame, que insensatez!      
Como pode um líder cristão adquirir apartamentos e coberturas em prédios de luxo, fazendas, gados, carros luxuosíssimos e outros bens, e ainda assim ficar com a consciência tranquila diante da condição da maioria? O Senhor julgará os que assim praticam.
E o que falar das “vacas de Basã” (Am 4.1)? As mulheres em Samaria incitavam os maridos para manter a opressão e o luxo, pois do mesmo também desfrutavam. Não nos parece as “vacas de Basã” com as esposas de líderes cristãos inescrupulosos, aquelas que passam o dia (e todos os dias) nos shoppings procurando as últimas novidades, os recentes lançamentos? Que entregam o trabalho de oração às irmãs simples da igreja, enquanto o seu próprio trabalho é gastar, gastar e gastar? Para as vacas de Basã Amós profetizou:           
Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com anzóis e a vossos descendentes com anzóis de pesca. E saireis pelas brechas, uma após outra, e vos lançareis para Hermom, disse o Senhor. (Am 4.2-3)     
    
- A injustiça social:
Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis um tributo de trigo, edificareis casas de pedras lavradas (casas luxuosas), mas nelas não habitareis; vinhas desejáveis plantareis (sítios e fazendas), mas não bebereis do seu vinho. Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. (Am 5.11-12)
Reparem na riqueza de detalhes desta mensagem, e das suas similaridades com situações vivenciadas em nossos dias. Líderes exigem tributos (dízimos e ofertas), como já falamos, aumentam o patrimônio pessoal escandalosamente, enquanto irmãos necessitados deixam de ser atendidos e socorridos pelos mesmos líderes nos seus gabinetes pastorais.
Os necessitados pedem socorro e ajuda, mas o líder nunca pode atendê-los, sempre ocupado em reuniões para tratar dos “negócios”, ou desfrutando do conforto e privilégios de suas riquezas injustas.        

- A formalidade no culto e na adoração a Deus
Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não me dão nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei delas, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos. (Am 5.21-23)  
Assim como fez Isaías acerca de Judá e Jerusalém (Is 1.1, 10-20), Amós também anuncia o aborrecimento de Deus diante da hipocrisia manifesta nas festas e reuniões solenes de adoração.         
Uma festa após outra, um aniversário após outro, um culto após outro, e nada de mudança de atitude, de submissão, de obediência à Palavra de Deus. Nunca se fez tanta festa em meio a tanta injustiça: [...] os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (Jo 4.23)

ACUSAÇÃO E REJEIÇÃO DO MINISTÉRIO PROFÉTICO DE AMÓS
Como era de se esperar, por não compactuar com os interesses dos poderosos e do “rei”, Amós é acusado de conspiração contra o rei e “convidado” a se retirar de Israel:      
Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora de sua terra em cativeiro. Depois, Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas, em Betel, daqui por diante, não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino. (Am 7.10-13).
Todo líder opressor e explorador possui bajuladores a seu serviço. Amazias, o sacerdote de Betel, se enquadra perfeitamente nesse perfil. Bajuladores estão sempre procurando “conspiradores”, ou seja, aqueles que não se enquadram no “esquema” ou “sistema” do rei. Que na direção do Espírito alertam e denunciam o pecado. Quando os bajuladores assim agem, estão na verdade defendendo os seus próprios interesses e privilégios. Bajuladores não são amigos do “rei”, são oportunistas descarados. Você conhece algum?       
“Foge para a terra de Judá [...] e ali profetiza”. Como já falamos, é sempre mais confortável quando a profecia é direcionada para os outros. Amazias manda que Amós retorne ao seu lugar de origem.           
Outro fato é digno de nota na fala de Amazias: “não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino”.

Nos dias atuais, muitos líderes cristãos estão fazendo da igreja propriedade particular. São os donos do santuário. Governam como donos, e quando estão para jubilar ou morrer tratam de transferir o “seu” ministério ou o “seu” campo (o santuário e a casa do reino) para alguém da família.   
Com certeza, como foi nos dias de Amós, Deus julgará os que na atualidade rejeitam a advertência do Senhor, e escolhem viver conforme as suas próprias concupiscências.
Para encerrar, penso que a melhor maneira é usando uma das frases proferidas por Amós: “Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor Jeová, quem não profetizará?” (Am 3.8)    Pr Altair Germano 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Lutar ou Fugir

A resposta "lutar ou fugir" é uma reação instintiva acionada quando uma pessoa enfrenta perigo. Vem uma explosão de adrenalina enquanto o coração bate mais rápido, capacitando a pessoa a ficar firme e lutar ou a virar as costas e correr. Independente da decisão instantânea, seja lutar ou fugir, o resultado desejado é a sobrevivência.

Esta reação é dada para a nossa segurança física. E como fica a segurança espiritual? Através da Bíblia, Deus mostra ocasiões em que se deve ficar firme e lutar, e outras situações em que se deve sair correndo o mais rápido possível.

A luta. Paulo disse para Timóteo: "Combate o bom combate da fé" (1 Timóteo 6:12; 1:18). A batalha de Paulo, porém, não foi com espadas e lanças. Ele lutou contra "muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição" (1 Timóteo 6:9). Esta é uma batalha mental e espiritual. A chave para vencer esta guerra é controlar todos os desejos, pensamentos e atos.

A fuga. Quando é a hora de fugir? Cada um tem suas próprias fraquezas. Deve-se fugir das situações que conduzem às tentações nas áreas mais vulneráveis na própria vida. Paulo disse a Timóteo: "Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor" (2 Timóteo 2:22). Em tais situações, deve se salvar e, às vezes, salvar a própria família da maldade, da mesma maneira que Ló escapou de Sodoma. Infelizmente, ele não fugiu a tempo para salvar sua mulher, que olhou para trás com saudades da cidade, a cidade perversa e corrupta, e perdeu a sua vida.

Essa é uma guerra para a sobrevivência espiritual. É uma batalha em que não há desgraça em fugir do adversário. Porém, devemos ser leais ao vencedor. Este é o fato maravilhoso sobre esta guerra: ela já foi vencida! Timothy Richte

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os Gaditas


“Dos GADITAS …, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes. …, foram os chefes do exército; o menor valia por cem, e o maior por mil” (I Cr 12:8-14).
 “E de Gade disse (Moisés): Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço e alto da cabeça. E se proveu da primeira parte, porquanto ali estava escondida a porção do legislador; pelo que veio com os chefes do povo, executou a justiça do Senhor e os seus juízos para com Israel” (Dt. 33:20-21).

Gade foi o sétimo filho de Jacó, este teve 7 filhos (Gn.46:16) que formaram 7 clãs. Esses clãs tomaram posse de um território que foi dividido entre a tribo dos GADITAS, pois cada um de seus filhos se tornou príncipe de um território (Nm. 26:15-18). Tinha no comando de sua tribo Eliasafe, comandante e representante.

“A tribo de Gade construiu Dibom, Atarote, Aroer,  Atarote-Sofã, Jazar, Jogbeá, Bete-Ninra e Bete-Harã como cidades fortificadas, e fez currais para os seus rebanhos.” (Nm 32:34-36)

Quatro atitudes do gadita:

1. Crer
Existe um território a ser conquistado, porém a nossa fé é a chave que abre as portas da conquista. Doze espias foram enviados por Moisés, mas apenas dois creram nas promessas de Deus e foram esses que conquistaram o território prometido.

“Disse então Nabucodonosor: “Louvado seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos! Eles confiaram nele, desafiaram a ordem do rei, preferindo abrir mão de sua vida a prestar culto e adorar a outro deus que não fosse o seu próprio Deus. Por isso eu decreto que todo homem de qualquer povo, nação e língua que disser alguma coisa contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado e sua casa seja transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus é capaz de livrar alguém dessa maneira”. Então o rei promoveu Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia. (Dn 3:28-30)

A fé paralisa a ação do inimigo, a fé de Daniel fechou a boca dos leões, a fé de Sadraque, Mesaque e Abedenego impediu que fossem mortos na fornalha, abrindo as portas da conquista, destruindo a idolatria e promovendo-os na província da Babilônia.

Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (Jo 11:40)
Creia! Deus nos prometeu esse território e ele nos fará conquistar, caminhe pela fé rumo ao sobrenatural! Os gigantes serão derrotados, as muralhas derrubadas e entraremos na terra que Deus prometeu!

2. Sonhar
Grandes sonhadores marcaram a história da nossa geração, um GADITA que não sonha está condenado ao fracasso e a derrota.
Martin Luther King foi um pastor protestante e ativista político estadunidense que lutou pelos direitos civis, principalmente pelos negros e mulheres, foi autor do famoso discurso “Eu tenho um SONHO”, King dedicou sua vida em busca desse sonho de liberdade. Assim como King, fomos levantados para marcar nossa história e para isso devemos viver e lutar pelos nossos sonhos. Os nossos sonhos vão delimitar nosso território de conquista.
Não olhe as circunstâncias, seja um sonhador. Se José olhasse as circunstâncias nunca conquistaria nada, mas ele perseguiu seu sonho. Sonhos existem para serem perseguidos. Seja obstinado pelos seus sonhos.

“Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão.” (Sl 2:8)

Seja ousado, sonhe grande. A nossa conquista depende do tamanho dos nossos sonhos! Sonhe com uma multidão! Visualize a conquista da rede de milhares! Sonhe os sonhos de Deus!

3. Confessar
O poder da palavra move o sobrenatural. A fé é o combustível, porém a palavra é a fagulha do agir de Deus, por meio da palavra todas as coisas foram criadas. Se você tiver fé e disser ao monte ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhes será impossível. (Mt 17:20, não basta apenas ter fé, é necessário DIZER ao monte VÁ!
Quando Rede Juvenil do MIR de Manaus era pequena, com menos de cem jovens, eles diziam que iriam encher aquele local, que Manaus seria conquistada, que os seus doze seriam pastores. Essas confissões trouxeram à realidade tudo aquilo que pode ser contemplado hoje.

Não permita que o inimigo cale a sua voz profética. Declare seus sonhos! Profetize a conquista! Lance as palavras no terreno celestial e receberá frutos de uma colheita profética sobrenatural!

4. Tomar posse
Deus deixou mais de oito mil promessas na bíblia para nós. Devemos crer e tomar posse do território que Deus prometeu.
Josué creu na promessa de Deus para conquista de Canaã, portanto quando Deus mandou dar sete voltas e conquistar a primeira cidade que era Jericó, não titubeou, tomou posse da conquista, cumpriu a ordem de Deus, derrubou a grande muralha no grito e partiu para dentro da terra prometida.
Sempre ouvimos promessas que um dia teremos tantos jovens que os nossos cultos seriam somente aos sábados, pois não caberíamos na igreja. Recebemos promessas que um dia nos reuniríamos em um ginásio para realizar os cultos, pois uma multidão seria alcançada. Muitos recebem apenas como uma palavra de empolgação, porém nós GADITAS tomamos posse dessa palavra e estamos caminhando rumo à conquista dessa cidade. Ouça bem, esse dia está próximo, tome posse!
“Eu o fiz uma testemunha aos povos, um líder e conquistador de nações.” (Is 55:4)


Unção de um Guerreiro
O GADITA possui um coração guerreiro, disposto a enfrentar os desafios e as batalhas para conquistar territórios.

“Dos GADITAS se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes.” (1 Cr 12:8)

Ter um rosto como o de um Leão significa ser revestido do caráter do Leão da Tribo de Judá, Jesus, foi guerreiro, lutou até o fim rumo ao seu propósito e deixou em nós uma semente (1 Pe 1:23) incorruptível, nosso DNA, vivo e permanente dos filhos de Deus.
Para ser um leão guerreiro são necessárias sete características:

1) Coração de Servo
“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servo. Se você quiser liderar, deve servir.” – JESUS CRISTO (Mt 20:26)
O GADITA acima de tudo é um servo, sua função principal é servir. Jesus deixou esse grande exemplo de um coração de servo lavando os pés dos seus discípulos, e entregando sua vida por nós, portanto, nós que temos o DNA de Cristo devemos dar a nossa vida por aqueles que servimos.
No hebraico, a palavra que traduz o serviço do servo é ‘shãrat’ que denota o serviço feito em relação à adoração de Israel a Deus, ou seja, toda vez que agimos como servos estamos prestando uma adoração a Deus.
O GADITA precisa estar sempre atento às necessidades da rede juvenil, se apresentando e ajudando naquilo que for necessário. Lembre-se: você é o servo, se disponha a servir e “Deus não é injusto; ele não se esquecerá do serviço de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a servi-los” (Hb 6:10). Deus não se esquece daqueles que servem!

2) Espírito de Equipe
“O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. “ (Romanos 15:5-6)
Uma equipe de excelência está alinhada a visão do líder, é fundamental que a equipe tenha uma mesma linguagem. Quando o rei Ninrode determinou em seu coração construir uma torre que alcançasse o céu, o povo era UM e tinha UMA SÓ linguagem e Deus teve que trazer confusão de língua, pois se continuassem assim, ninguém poderia paralisá-los.

“Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles. Eles o ajudarão na árdua responsabilidade de conduzir o povo, de modo que você não tenha que assumir tudo sozinho.“ (Núm  11:17)

Moisés estava tão sobrecarregado que pediu para morrer (v. 15) e Deus enviou uma equipe de líderes que o ajudariam na responsabilidade de conduzir o povo à terra prometida, de forma que tirou DO Espírito de liderança que estava sobre Moisés e colocaram sobre a equipe.
3) Lealdade, fidelidade e Honra
Essas três características formam um manto de autoridade – Tehillim – cobertura, poder, unção, proteção ou tenda sobre a vida do GADITA.

Lealdade é uma revelação de caráter que forma no líder a indubitável forma de trabalhar sem criar desconfortos de relacionamento, nem deixando de fora a nudez do líder, nem desprotegendo as suas costas. Lealdade na Palavra é muito mais do que andar junto, é o prazer de servir e de trazer conforto de caminhada e proteger a unção do líder.
Fidelidade é o caráter do povo curado. A geração da fidelidade é aquela que não se rende às propostas de negociar ministério, púlpitos, discípulos, visão e geografias como a própria Nação, que diz não para as propostas de oportunismos e sim para uma rota mais complicada, porém decente. Somos inegociáveis. Isso é Fidelidade. Nessa Fidelidade, encontramos classes de pessoas, como também muitos que não estão aprovados, mas outros estão selados com um caráter irrepreensível.
“Sê Fiel até à morte e te darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).
A Honra é a semente para o êxito. Quando falamos de honra, falamos da essência do Messias. Em tudo, Ele deu honra ao Pai, aos discípulos, à Igreja, ao Reino e às autoridades constituídas. Sabemos que a Terra se move por duas chaves: a chave da honra, e a chave da desonra. Tudo que temos e somos de bom ou ruim, tem por traz uma honra ou uma desonra. Assim como a honra é a chave para o êxito, a desonra é a chave para as catástrofes. A Honra abre portas, assim como a desonra fecha todas as portas que foram abertas. A Honra é a semente de acessos. Quando honramos, consciente ou inconscientemente, estamos acessando oportunidades. Quando desonramos estamos fechando as portas das conquistas que estavam na nossa direção.

4) Inteligência e criatividade
O leão é um animal magnífico e podemos aprender muito com seu comportamento, um ponto muito interessante é a sua capacidade de criar estratégias criativas para conquistar sua caça, seu objetivo. Quase sempre, a caça é o resultado de uma ação planejada e levada a efeito por um grupo de várias leoas e o leão líder. Uma das estratégias interessantes é quando leão líder se posta imóvel tendo o vento seguindo dele para um grupo de antílopes reunidos pastando na savana. Sua presença, notada pelos antílopes, tinha a função de distraí-los do cerco preparado por mais de uma dezena de leoas formando cuidadosamente um círculo e vindo pelo lado oposto, sem serem percebidas por causa da direção do vento. No momento certo o leão salta em direção aos antílopes que assustados correm desordenadamente em direção às leoas que frequentemente conseguiam caçar até dois animais.

5) Compromisso
A tribo de Gade recebeu a primícia da terra prometida, porém Moisés chamou a atenção para o compromisso que tinham com seus compatriotas de ir para guerra (Nm 32:6), os GADITAS assumiram um compromisso com Moisés, de que só retornariam quando todos os israelitas recebessem a herança. Mesmo quando Josué assumiu o comando das tropas de Israel, os Gaditas mantiveram seu compromisso.


“Então eles (GADITAS) responderam a Josué: “Tudo o que você nos ordenar faremos, e aonde quer que nos enviar iremos. Assim como obedecemos totalmente a Moisés, também obedeceremos a você. Somente que o Senhor, o seu Deus, seja com você, como foi com Moisés. Todo aquele que se rebelar contra as suas instruções e não obedecer às suas ordens, seja o que for que você lhe ordenar, será morto. Somente seja forte e corajoso!” (Js 1:16-18)

O compromisso dos GADITAS com seu líder Josué serviu de encorajamento para dar seu primeiro passo (Cap. 2) rumo à conquista. Os GADITAS têm unção para encorajar e fortalecer a liderança, o GADITA tem um papel fundamental na conquista da nossa cidade, por isso devem estar comprometidos completamente com a visão do líder (Assim como obedecemos totalmente a Moisés, também obedeceremos a você).

“…, Eleazar, filho do aoíta Dodô. Ele era um dos três principais guerreiros e esteve com Davi quando os filisteus se reuniram em Pas-Damim para a batalha. Os israelitas recuaram, mas ele manteve a sua posição e feriu os filisteus até a sua mão ficar dormente e grudar na espada. O Senhor concedeu uma grande vitória a Israel naquele dia, e o exército voltou para onde Eleazar estava, mas somente para saquear os mortos.” (2 Sm 23:9-10)
O seu compromisso independe das ações dos outros, mesmo que o exército recue, o GADITA precisa manter sua posição, honrar seu compromisso e Deus o concederá uma grande vitória! Um GADITA é um guerreiro comprometido com os projetos de Deus para sua vida.

6) Proteger a conquista e os filhos
As leoas grávidas têm seus filhotes (geralmente dois) cerca de três meses e meio depois de fertilizadas. Próximo do momento do parto, a fêmea procura uma fêmea que já não esteja em idade de ter filhos ou uma jovem solteira (frequentemente uma filha sua já adulta) para ajudá-la no parto e nos primeiros meses após o nascimento da nova ninhada. A função da “madrinha”, como chamam os massai (tribo de naturais que convive com os grupos de leões nas savanas africanas), é a de proteger a parturiente de ataques de animais (hienas, grandes aves de rapina e outros carnívoros) e ajudar a prover o grupo de alimento.
De nada adianta conquistar uma multidão se não souber mantê-la. O GADITA tem unção para proteger a conquista contra os inimigos até que alcance a maturidade espiritual e possa assim proteger outros. O forte consegue proteger-se a si mesmo o GADITA protege todos em sua volta. O GADITA é um consolidador valente!

7) Resistência
Na maior parte da bíblia onde fala sobre os GADITAS, existe alguma relação com guerra, batalhas, o GADITA não estará livre delas. A maior batalha do GADITA está em seu interior, por muitas vezes seu inimigo irá atacá-lo com palavras de desânimo, incredulidade e incapacidade, porém o GADITA precisa se posicionar como guerreiro e resistir às investidas do inimigo, quando o inimigo vê a estampa do leão em seu rosto fugirá como um cão covarde.
“Resistam ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7)
A unção do GADITA lhe dá rosto de leão no momento da peleja, para emudecer o inferno diante do olhar intimidador daquele que possui o DNA do Leão da Tribo de Judá.
Temos o DNA do Deus vivo e nEle podemos TODAS as coisas, com Ele conquistaremos a vitória e realizaremos coisas grandiosas.
Não esqueça nunca de quem você é, existe uma unção de GUERREIRO disposto a enfrentar as batalhas contra o inimigo, rumo a conquista da rede de milhares, ainda que seja o menor GADITA valerá por cem e o maior enfrentará mil.

Unção para formar um exército de valentes
- A unção do Gadita que maximiza a conquista faz com que o menor tenha o valor de 100 valentes e o maior valha por mil. Conquistadores de centenas e de milhares! “O menor virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte” (Isaias 60:22).
- A unção do GADITA adestra e equipa um verdadeiro exército de valentes.
A palavra discipular, na Bíblia, pode ser definida através dos termos hebraicos Yarah e Lamed. YARAH significa instruir, dirigir, ensinar, apontar, atirar, visar, arremessar, lançar em linha reta (Salmos 32:8). LAMED significa instruir, treinar, estimular, incitar, ensinar, fazer alguém aprender (Isaías 48:17).

Um GADITA deve dedicar o tempo e a vida por amor ao Reino, e assim cumprir o mandamento de Jesus de fazer discípulos de todas as nações da Terra (Mateus 28:19).

Ainda que Gade tenha recebido o seu nome por uma motivação equivocada de sua mãe, a serva da esposa não desejada, Deus converte a vergonha em dupla honra, a proposta do caos na realidade profética redentiva.

 “Seus irmãos, homens valentes, dois mil e setecentos, chefes das famílias; e o rei Davi os constituiu sobre os rubenitas, os GADITAS e a meia tribo dos manassitas, para todos os negócios de Deus e para todos os negócios do rei”. (I Cronicas 26:32)

Com os GADITAS, Davi conquistaria a fortaleza dos Jebuseus, edificaria um altar na antiga eira de Araúna, e selaria, assim, a sua prosperidade (II Samuel 24:10-25). Ali, depois de advertido por um profeta GADITA, Davi converte a maldição em bênção, não permitindo que a avareza lhe impedisse de pagar um alto preço, por sua oferta no altar do Senhor.

Unção para vencer as batalhas

- A unção do GADITA vem com o escudo da fé e a ponta de lança profética, que fará conquistar primeiro.
“Dos GADITAS se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes preparados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança;”c(I Cr 12:8).
Os GADITAS eram valentes e destemidos e, onde chagavam, transformavam o lugar. Na história de Israel, não há um registro de derrota das guerras onde os GADITAS estiveram envolvidos. Examinando as escrituras vemos os GADITAS constantemente relacionados á guerra, seu pai mesmo profetizou em Gn 49:19 que ele seria perseguido por tropas de guerrilheiros, mas também disse, que por fim ele os perseguiria. Portanto ser um GADITA é estar envolvido em batalhas, mas creia, vitória ele trará sobre você!
Davi permaneceu por muito tempo morando no deserto e em cavernas, quando era fugitivo de Saul. Um dia, ouviu dizer que os GADITAS estavam indo ao seu encontro. Ao ouvir tal informação, ele foi antes ao encontro deles, pois sabia que nunca haviam perdido uma guerra. Um dos filhos dos GADITAS se apressou e disse a Davi que a entrada deles era de paz e de conquista.
A Bíblia relata que esse jovem profetizou para o rei Davi e as palavras por ele emitidas trouxeram consolo. Naquele momento, Davi foi consolidado. E os GADITAS se uniram a Davi e tornaram-se capitães de tropas.

Após a morte de Saul, rei de Israel, Davi foi ungido rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor dita pelo sacerdote Samuel (I Samuel 16). Como rei, Davi enfrentou muitas guerras e tornou-se muito poderoso porque o Senhor Deus dos Exércitos era com ele (I Crônicas 11:9).

O rei Davi contava com um exército muito forte, liderado por homens valentes, verdadeiros heróis que o apoiaram fortemente em seu reino.
Entre esses homens valentes, um grupo muito especial se destaca pelas características que lhes são atribuídas. Veja só: valentes; prontos para a guerra; com as armas preparadas nas mãos; rostos como de leão (assustadores) e velozes como as corças. Eram os GADITAS. E veja que coisa interessante: a Bíblia diz que o menor valia por cem e o maior por mil!! (I Crônicas 12:14). Isso é tremendo!

Vivemos em uma guerra constante contra o inferno. Satanás, nosso inimigo, vive, constantemente, buscando maneiras de nos tirar dos caminhos do Senhor, da santidade e da fé. Essa luta não é contra pessoas ou coisas, mas contra os principados e potestades da maldade, contra satanás e seus demônios (Efésios 6:12).
Nessa guerra é preciso ser valente, estar preparado, com a arma em punho e a coragem de um leão. Um verdadeiro GADITA.
O Senhor está levantando uma nova geração de guerreiros, tementes a Ele, adestrados na Sua Palavra, para entrarem nessa guerra. E você foi chamado para fazer parte desse exército, um verdadeiro valente de Deus, para conquistar territórios para o Senhor.
Com certeza você nunca pensou em ser um soldado, muito menos de entrar em uma guerra ou conquistar territórios. Guerra só de brincadeira, não é? É provável que você se ache muito pequeno e fraco para lutar contra algo que parece tão grande e tem um nome que dá medo, como PRINCIPADO OU POTESTADE. Não é mesmo?
O Grande General deste exército é, nada mais, nada menos, que o Senhor Deus Todo Poderoso, que já preparou para você uma armadura especial que irá lhe guardar da cabeça até os pés, para que você possa resistir ao dia mau, isto, ao dia da guerra (Efésios 6:13-18). Sua armadura tem um capacete especial para guardar a sua cabeça, uma couraça de justiça para proteger o seu corpo, calçados para os seus pés não vacilarem, um cinto que lhe dá segurança com a verdade, um escudo de fé e uma espada que nunca falha. Você entra na guerra com um decreto de vitória: Você já é muito mais que vitorioso em Cristo Jesus e o seu inimigo já sabe que, embora lute, já está derrotado.
Os GADITAS são linha de frente de guerra. Andam unidos em um só propósito. Eram 11 homens, 12 com Davi e tinham o caráter do seu líder. Eram valentes. Ousados.  Você é um líder de guerra para arrancar as vidas das garras do Inimigos e lutar pela consolidação de suas conquistas.
Davi foi um tremendo conquistador, mas graças a ajuda de seus homens. O GADITA é vitorioso. Ele tem cara de leão e garras de leão. Ele não é abatido na guerra. Mas traz o seu fruto e o entrega ao Rei. Nós não perderemos nem um só nos nossos frutos.
Escudo e lança são armas de ataque e defesa. Há momentos que você precisa atacar e outros que você precisa defender. Quem usa escudo e lança tem que ser adestrado. No mundo espiritual o GADITA é um guerreiro adestrado. As flechas que Deus te der serão lançadas e atingirão o seu alvo. O GADITA sabe o momento de atacar e de defender.

Aliste-se nesse exército vitorioso! Use a armadura que está a sua disposição! Levante a lança profética e avance rumo a conquista!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pescadores ou Pastores?

O pescador muda-se em pastor. Jesus “precisa primeiro de pescadores que peguem os peixes no mar deste mundo para fazê-los entrar nas redes da Igreja. Mas logo a imagem muda: estes novos convertidos, é necessário educá-los, conduzi-los, alimentá-los e ensiná-los.

Onde estão os pastores do povo de Deus? Onde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão a busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Se junta a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticos.      

Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela impressão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupem com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável restaurar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.    

A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho. Através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora; a verdadeira pregação tem por objetivo abrir a porta do Reino ao ouvinte, isto é, que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus. A pregação pública deve ser acompanhada por visitas pastorais.    

Nossas igrejas estão cheias de indivíduos em crise, de famílias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponha a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.

Jesus se serviu de duas imagens para ilustrar a tarefa de seus colaboradores. A de pescadores e a de pastores. As duas imagens requerem atualmente explicações, se não quisermos que o homem moderno as encontre com pouco respeito em sua dignidade e as rechace. Ninguém gosta hoje de ser «pescado» por alguém, ou ser uma ovelha do rebanho!

A primeira observação que há que fazer é esta. Na pesca ordinária, o pescador busca seu proveito, não certamente o dos peixes. O mesmo o pastor. Ele apascenta e custodia o rebanho não pelo bem deste, mas pelo seu, porque o rebanho lhe proporciona leite, lã e cordeiros.

No significado evangélico sucede o contrário: é o pescador o que serve ao peixe; é o pastor que se sacrifica pelas ovelhas, até dar a vida por elas. Por outro lado, quando se trata de homens, ser «pescado» ou «recuperado» não é desgraça, mas salvação.

Na Igreja ninguém é só pescador, ou só pastor, e ninguém é só peixe ou ovelha. Todos somos, com finalidades diferentes, uma e outra coisa por vez. Cristo é o único que é só pescador e só pastor. Antes de ser pescador de homens, Pedro foi pescado e recuperado várias vezes.


Como deve ter parecido estranho àqueles pescadores de peixe, serem convocados, não mais para serem pescadores, mas para serem pastores. Parece que foi a diferença entre esses dois chamados que Jesus tentou ensinar a Simão Pedro naqueles últimos momentos à beira do mar da Galileia. A diferença entre ser pescador e ser pastor. Uma diferença que a todo custo e urgentemente precisamos reaprender. A ordem deixada por Jesus nos evangelhos nunca foi a de atrair pessoas para a igreja, e sim de ir ao encontro delas onde quer que estivessem. O limite estabelecido não foi uma cidade ou um estado, mas os confins da Terra. O mandamento que Jesus deixou não nos diz para ficarmos em segurança atraindo peixes gordos, mas deixarmos tudo para trás para ir ao encontro das ovelhas, principalmente das que estão mais perdidas. A ideia mais próxima da realidade pastoral que Jesus nos passou foi justamente aquela da parábola em que o pastor larga tudo que era significativo na sua vida para ir atrás de uma ovelha que está perdida. “Apascenta as minhas ovelhas”.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O Céu Antes da Volta de Cristo

                                       Antes de chegarmos ao céu

O Novo Testamento também chama de paraíso o céu onde Deus habita (2Co 12.4; Lc 23.43). Nesse paraíso encontra-se o monte Sião celestial, a “cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial” (Hb 12.22) e a “árvore da vida” (Ap 2.7). A palavra vida nesse contexto merece nossa atenção, pois o paraíso é lugar da vida por excelência, onde existe “vida em abundância” (veja Jo 10.10). No céu habita a origem e a fonte de toda a vida, que é o próprio Deus vivo.

A Jerusalém celestial

Em Apocalipse 21.1-3 ficamos sabendo que um dia a Jerusalém celestial descerá à terra como “nova Jerusalém”. Essa cidade terá muros, portões de pérolas, pelo menos uma rua, no mínimo um rio, o “rio da água da vida” (Ap 22.1), e “de uma e outra margem do rio” (Ap 22.2) teremos “a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap 22.2). Essa formulação permite a conclusão de que a “árvore da vida” não seja uma só árvore, mas um tipo de árvore “celestial” a crescer e florescer às margens do rio da água da vida. Mais uma vez encontramos a ênfase em vida na cidade do Deus vivo.
Nenhuma metrópole de nosso mundo é tão viva e tão pulsante como a cidade do Deus vivo no paraíso. E com sua altura, comprimento e largura de 2.400 quilômetros, será gigantesca, suficientemente espaçosa para todos os salvos de todas as eras (Ap 21.16-17).

Duas expressões curiosas

O apóstolo Paulo usa duas expressões bem curiosas para descrever a “Jerusalém lá de cima” (Gl 4.26), como chama essa cidade incomum. A primeira palavra que Paulo usa é livre. A Jerusalém celestial é uma cidade livre, não escravizada pela Lei, pelo pecado ou por qualquer outra coisa. Só a livre graça de Deus leva uma pessoa a essa “Jerusalém lá de cima”. É o lugar mais livre desta e de todas as dimensões. Todo aquele que chegar lá estará livre, completamente livre!
A segunda palavra é mãe. Ela exprime carinho e proximidade, confiança e aconchego, características que não são necessariamente associadas a uma cidade. Mas a Jerusalém celestial é um lugar de segurança. É o lar da família de Deus. É o lugar onde reina o amor, porque o próprio Deus habita ali.
Se morrermos antes do Arrebatamento, esperaremos pela ressurreição. Mas, ansiamos muito não passar pela morte! Gostaríamos mais de ser levados ao céu pelo Senhor enquanto estivermos vivos! Pergunta: como é o céu até chegarmos lá?

Quem vive no céu?

Nessa cidade celestial vive uma multidão literalmente incontável de anjos e a “universal assembléia” (Hb 12.22) que adora a Deus, o Pai (Ap 4.11) e a Deus, o Filho (Ap 5.12), com voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões (veja Ap 19.6). Anjos são “espíritos ministradores” (Hb 1.14), que ajudam os salvos aqui na terra e observam atentamente a extraordinária ação de Deus com a Igreja (Ef 3.10). Por isso, se você crê em Jesus Cristo, encontrará no céu os anjos que o ajudaram aqui na terra, muitas vezes sem que você soubesse ou percebesse seu agir. Para muitos anjos você será um velho conhecido. Chegando ao céu, você realmente estará chegando em casa!
No céu, todos vão compreender e amar uns aos outros. Ninguém será excluído, ninguém discriminará ninguém. Os habitantes do céu formam uma família grande, harmoniosa e perfeita.
Outro grupo que habita no céu são os “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Essa declaração singela contém algumas informações interessantes para os curiosos entre nós:
– Os habitantes humanos do céu são “espíritos”. Eles ainda não ressuscitaram. Ainda não receberam seus corpos glorificados. Ainda estão separados dos seus corpos.
– Os moradores humanos do céu são “aperfeiçoados”. São sem pecado, sem mácula e sem rugas. Chegaram ao alvo. Sua peregrinação chegou ao fim. Não precisam mais ser aprovados. Não precisam mais ser vencedores. Não serão mais provados nem purificados.
– Os habitantes humanos dos céus são “justos”. Merecem esse título porque creram em Deus quando estavam na terra. Seguiram ao Senhor e agora chegaram ao céu como “espíritos justos e aperfeiçoados” (perfeitos no sentido de estarem sem qualquer pecado).
Na Bíblia, tanto os salvos do Antigo Testamento como os da Nova Aliança são chamados de “justos” (Is 26.7; Hc 2.4; Rm 1.17; Rm 5.19). Os justos de todas as eras vivem no céu. Lá você encontrará Adão, Eva, Abel, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Rebeca, Jacó, Davi, Ana, Samuel e muitos outros. E todos eles são espíritos justos aperfeiçoados – até o momento em que “cada um, por sua própria ordem” (1 Co 15.23) ressuscitar para a vida em um novo universo.
Isso significa que no céu só habitam pessoas que foram feitas justas e tornadas sem pecado. No céu não há brigas, não há partidarismos, nem preferências, lisonjas ou vanglórias, nem escárnios, nem mal-entendidos, nada de abusos ou exploração. Todos vão compreender e amar uns aos outros. Ninguém será excluído, ninguém discriminará ninguém. Os habitantes do céu formam uma família grande, harmoniosa e perfeita.

O mistério continua

O que significa que os crentes hoje no céu são “espíritos”? Para nós, sobre a terra, isso é e continuará sendo um grande mistério. Um ser humano é uma unidade entre homem interior e homem exterior. Faltando uma das partes, não será uma pessoa completa (veja Gn 2.7; Rm 7.22; 2Co 4.16). As ideias platônicas e entusiastas de que nosso corpo não tem valor algum, e que só o ser interior é que conta, são refutadas com muita veemência pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 6.13-20. Portanto, chegaremos ao céu sem pecado (“aperfeiçoados”), mas ainda “incompletos” (apenas em “espírito”), até que, finalmente, ressuscitemos e recebamos nossos corpos glorificados (2Co 5.1-4).

Chegando ao céu

O que faremos no céu se morrermos antes da volta de Cristo? Apocalipse 6.11 fala que os mártires devem repousar “ainda por pouco tempo” até que também se complete “o número dos seus conservos e seus irmãos”. Portanto, repousarão até o último salvo chegar ao céu e também receber a vestidura branca. Apocalipse 22.3 diz que seus servos O servirão. Penso que isso será mais tarde, quando todos já estiverem junto de Deus!
O professor em Bíblia René Pache explica que no céu, no presente, a ênfase está claramente em “descanso depois das batalhas aqui na terra”. No momento, o céu é primeiramente um lugar de consolo, de recuperação dos sofrimentos passados aqui na terra. As recompensas ainda não foram distribuídas, Cristo ainda não exerceu Seu julgamento (no Tribunal de Cristo, quando serão julgadas as obras dos salvos, veja Romanos 14.10-12 e 2Co 5.10). Isso somente acontecerá após a ressurreição, quando todos os salvos forem revelados juntamente com o Senhor Jesus e assumirem seus postos de comando onde o Senhor os colocar.
no céu Deus, o Pai, vai enxugar “toda lágrima” do nosso rosto. Deus vai nos consolar e você experimentará a cura de todos os seus traumas.
Certamente uma das atividades centrais no céu consiste no louvor a Deus. Hebreus 12.23 fala da “igreja dos primogênitos arrolados nos céus”. Essa igreja é a reunião dos salvos, que se juntam diante do trono de Deus para adorá-lO, como lemos em Apocalipse 4 a 6. Louvor e adoração desempenham um papel central no céu, pois os vencedores têm toda a razão para agradecer ao seu Senhor por terem chegado seguros à mais bela cidade de todas as dimensões.
Isso também significa que, no céu, nos lembraremos da nossa vida aqui na terra. Se não fosse assim, por que teríamos de ser consolados? Por que precisaríamos de consolo se nem lembrássemos do que Deus nos salvou e livrou? Certamente Deus, por si mesmo, é digno de infinito louvor, mas Ele não tem interesse em que nós esqueçamos o que já fez por nós. E por que seria dito aos mártires de Apocalipse 6.9-11 que “repousem ainda por pouco tempo”, se nem sabem de que canseiras e de quais provações estarão repousando? Essa passagem bíblica nega qualquer ideia de que Deus irá apagar nossa memória. Os mártires conseguirão se lembrar de seus sofrimentos. Recordarão de seu próprio assassinato, certamente uma lembrança traumática. E esses mártires têm sentimentos e desejos, pois clamam por vingança pelas injustiças que sofreram.
À luz da glória e da presença de Deus você também conseguirá entender as piores lembranças; não esqueçamos que no céu estaremos “aperfeiçoados”. Além disso, no céu Deus, o Pai, vai enxugar “toda lágrima” do nosso rosto (Ap 7.17; Ap 21.4). Deus vai nos consolar e você experimentará a cura de todos os seus traumas. Mas o Senhor não vai deletar todas as memórias de sua existência terrena. Se fosse assim, não haveria necessidade de consolo.
A Palavra de Deus confirma: “Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos” (Mt 22.32). Quando você morrer, não começará tudo do zero. Será como disse Richard Sibbes:
Para nós, cristãos, a morte é somente um porteiro carrancudo que nos abre a porta para um majestoso palácio. A morte de um cristão é uma mudança, não o aniquilamento de tudo o que houve antes. A única coisa definitivamente apagada serão os nossos pecados, porque Jesus os carregou sobre a cruz.
Em Lucas 16.9, Jesus Cristo diz em relação às riquezas e aos relacionamentos, que devemos investi-los nas “moradas eternas”. O que fazemos aqui na terra tem reflexos na eternidade, mais do que pensamos. As amizades que fazemos aqui na terra não terminarão no céu. Aquilo que investimos em pessoas aqui no mundo terá reflexos nos relacionamentos que teremos no céu.

Casados no céu?

No céu os casamentos estarão dissolvidos (por razões práticas e teológicas), mas os vínculos surgidos em um casamento não terão findado. Já que no céu não haverá relações sexuais nem pecado (portanto, nem ciúmes, nem inveja), alguém, por exemplo, que casou duas vezes porque o primeiro cônjuge morreu, poderá ter vínculos profundos com seus dois cônjuges.
Isso pode soar um pouco estranho aqui para nós, mas no céu não haverá tratamento desigual nem prejudicial a ninguém. O comportamento do Senhor Jesus aqui na terra, sem pecado algum, pode nos fornecer alguma ideia de como poderiam ser os relacionamentos no céu. Mesmo que o Senhor Jesus tenha amado a todas as pessoas com o mesmo e profundo amor, teve um relacionamento mais próximo com os doze apóstolos; e com os três discípulos mais chegados o vínculo era ainda mais íntimo. Havia inclusive mulheres que tinham um relacionamento mais próximo com Jesus do que outras discípulas, e nosso Senhor certamente não foi adúltero ou imoral! Amizades mais chegadas ou relacionamentos mais íntimos não são manifestação de pecado.

Nosso lar

Se você é um filho de Deus, o céu é seu lar. Lá você tem sua cidadania. Lá você tem todos os direitos e privilégios. Lá seu nome é conhecido, lá você é amado, lá você é esperado, lá está seu povo (Fp 3.20). Você é um concidadão dos santos (Ef 2.19). No céu você estará em casa com o próprio Deus. E isto certamente será o melhor de tudo: a comunhão com o Deus vivo! Será assim como os filhos de Coré ansiavam no Salmo 42.2: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”. Não há nada mais belo do que a reluzente, brilhante, pura e três vezes santa glória divina (Ap 4). Nos céus, Deus é o maior bem de todos!
Jesus Cristo disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Em outras palavras, o mais belo, mais glorioso e mais precioso é conhecer a Deus, o Pai, e a Jesus Cristo, Seu Filho – isso é o céu! Um céu sem Jesus não seria céu. O pregador inglês Charles Spurgeon declarou:
Oh!, pensar num céu sem Cristo! Seria o mesmo que pensar no inferno. Céu sem Cristo! É o dia sem sol, a existência sem vida, o banquete sem comida, é ver sem luz. Isso é uma contradição em si mesma. Céu sem Cristo! Absurdo. Seria o mar sem água, a terra sem campos, o céu sem suas estrelas. Não pode haver céu sem Cristo. Ele é a soma de todas as bem-aventuranças, a fonte de onde jorra o céu, o elemento de que é formado o céu. Cristo é o céu e o céu é Cristo.
Se você não tem apreço pela pessoa de Jesus, também não gostará do céu. Se você hoje, aqui e agora, já quiser ter um gostinho do céu, busque mais comunhão com Deus, seu Pai, e com Jesus Cristo, seu Senhor. Ore com o mesmo desejo de Davi: “Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo” (Sl 27.4).
Busque as coisas lá do alto (Cl 3.1-4). Viva conscientemente com o Senhor Jesus e para Ele. Busque ativamente, em oração e no estudo da Sua Palavra, a presença de seu Deus e o trono da Sua graça. Então sua alma encontrará sossego e tranquilidade, profunda alegria e paz duradoura, pois, como já dizia o salmista, “um dia nos teus átrios vale mais do que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” (Sl 84.10). “Maranata! Amém! Vem, Senhor Jesus!”. René Malgo
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